Lucio Gonçalo de Alcântara
Seu pai, certamente a maior influência em sua vida, formou-se na Faculdade de Medicina da Bahia, tendo iniciado sua atividade profissional no Posto de Saúde de Quixadá. Posteriormente, dirigiu em Fortaleza o Serviço de Epidemiologia do Departamento Estadual de Saúde, foi Presidente do Centro Médico Cearense, Diretor da Policlínica de Fortaleza, do Hospital Sanatório de Messejana e Superintendente da Campanha Nacional contra a Tuberculose. Participou ativamente na fundação da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, onde foi Professor Emérito e Doutor Honoris Causa. Além da medicina, sempre foi interessado em política, tendo ocupado diversos cargos de destaque, sempre preocupando-se prioritariamente com os desvalidos de seu Estado natal. Foi Secretário de Saúde, Deputado Estadual Constituinte, Secretário de Educação, Deputado Federal, Senador, Vice-Governador e Governador do Ceará.
Sua mãe também foi partícipe valorosa dos grandes movimentos políticos do Ceará, ao lado do esposo. Com o exemplo e a forte influência familiar, o desejo de tornar-se médico sempre esteve em sua mente, mas Dr. Lúcio e nunca deixou de interessar-se pela arte da política, elaborando seus primeiros discursos ainda na infância, quando passou a acompanhar as andanças políticas do pai.
Seus primeiros estudos foram realizados no Externato Santa Catarina de Lavouré. Cursou o Ginásio (atual primeiro grau) no Colégio Farias Brito e o Científico (atual segundo grau) no Liceu do Ceará.
Após sua formação fundamental, ingressou, em 1961, na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. No segundo ano do curso médico, realizou estágio na Cadeira de Histologia e Embriologia Geral da Faculdade de Medicina da Universidade do Recife e, no quinto ano, fez estágio na Clínica de Doenças Tropicais e Infecciosas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, além de ter participado do Curso de Epidemiologia Geral, ministrado por Rodrigues Bichat de Almeida, duas áreas da medicina que sempre foram de seu interesse. Em 1966, com 23 anos de idade, graduou-se em medicina pela Universidade Federal do Ceará, da qual seu pai foi um dos fundadores.
No primeiro ano de formado, sempre tendo como área de seu maior interesse o estudo das doenças infecto-contagiosas, realizou diversos cursos de aperfeiçoamento: Curso de Imunologia da Parasitose, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Curso Prático sobre Exame Parasitológico das Fezes, na Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo; Curso de Emergências em Gastroenterologia, na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; Curso de Termo de Patologia do Aparelho Digestivo, ministrado pelo Professor Agostinho Beteretio; e Curso de Virologia Aplicada à Medicina e à Saúde Pública, na Faculdade de Higiene de São Paulo. Além disso, foi colaborador, durante todo o ano, dos Cursos Práticos de Doenças Tropicais, das Faculdades de Medicina de Botucatu e da Universidade de São Paulo.
No dia 31 do mês maio de 1968, casou-se na Igreja do Líbano com Dona Maria Beatriz Rosário, filha de José Rosário Dias e de Dona Maria Beatriz Barreiras. Educada em Portugal, terra de seus ancestrais, Dona Beatriz é jornalista, mestra em Literatura pela Universidade de Brasília, professora da Universidade Estadual do Ceará, poeta, contista, ensaísta e Membro Titular da Academia Cearense de Letras. Deste casamento nasceram em Fortaleza, dois filhos: Maria Daniela Alcântara, arquiteta e professora universitária, nascida no dia 15 do mês de abril de 1969, casada com o Senhor Francisco Luis Muniz Deusdará , arquiteto; Leonardo Rosário de Alcântara (Léo Alcântara), advogado e empresário, nascido no dia 5 do mês de dezembro de 1972, eleito Deputado Federal pelo PSDB para as legislaturas 1999-2003 e 2003-2007, que se casou com Ane Gualberto Freire, psicóloga, tendo dois filhos: Lúcio Neto e Lucas Alcântara.
Neste mesmo ano de 1968, foi admitido no cargo de médico do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) e, na X Reunião Anual do Centro Médico Cearense, realizada em Quixeramobim, participou do Simpósio sobre Geo-Helmintoses, relatando o tema Diagnóstico Clínico, além de apresentar um trabalho sobre Abscesso cerebral pós-traumático. Também participou da I Jornada Cearense de Administração Hospitalar e de um Curso intensivo sobre Tratamento de Câncer Avançado, sob patrocínio do Serviço Nacional do Câncer e do Centro Médico Cearense.
Durante o ano de 1969, foi colaborador do Curso de Enfermagem da Escola de Enfermagem São Vicente de Paulo, em Fortaleza. Passou, ainda, a lecionar na Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará a disciplina Doenças Infecciosas e Parasitárias. Organizou a estrutura e foi nomeado Diretor do Hospital São José, o primeiro da capital cearense especializado em doenças transmissíveis agudas.
Continuando suas atividades investigativas, apresentou, como co-autor, o trabalho Hepatite por vírus na gestação, no V Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, realizado em São Paulo, e, como autor principal, o trabalho Antibióticos, princípios gerais para seu emprego, na XI Reunião do Centro Médico Cearense, realizado em Iguatu, Ceará. Realizou, também, conferência sobre o tema “Intercorrências de moléstias infecciosas na gravidez”, para o corpo clínico da Maternidade Escola “Assis Chateaubriand”, em Fortaleza.
Em 1970, foi contratado, através de concurso público, para o cargo de auxiliar de ensino, pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, e participou do VIII Congresso de Patologia, em Fortaleza, onde apresentou, como co-autor, o trabalho Torulose com localização ovariana. Proferiu a aula “Sarampo, rubéola e difteria: epidemiologia e medidas de profilaxia” e as palestras “Leishmaniose Visceral – aspectos terapêuticos” e “Indicadores do Prognóstico e gravidade do tétano – atualização terapêutica”, respectivamente, no curso de Epidemiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará e na Associação Piauiense de Medicina, em Teresina.
No dia 15 de março de 1971, aos 27 anos de idade, filiado à Aliança Renovadora Nacional (Arena), assumiu seu primeiro cargo público, a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, no governo de César Cals, permanecendo no cargo até o dia 9 de abril de 1973, quando o grupo de César Cals rompeu com o de Virgílio Távora. Neste ano foi também contratado, através de concurso público, para o cargo de Professor Assistente, pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará. Participou do VIII Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, em Manaus, onde apresentou os trabalhos Indicadores clínicos do prognóstico e gravidade do tétano: uma análise de 151 casos (como co-autor) e Tratamento da leishmaniose tegumentar com um antimalárico do depósito (ácido guanil pamoato), respectivamente, do Seminário de Desenvolvimento de Executivos, promovido pela Fundação Getúlio Vargas, e do curso “Apex – Análise de Problemas e Tomadas de Decisões, Método Kepnar-Tregoe”.
Em janeiro de 1972, realizou uma viagem aos Estados Unidos, a convite do programa “Partners of the America”, para visitar os serviços de saúde do Estado de New Hampshire. Em Boca-Raton, Flórida, participou do Seminário sobre População, patrocinado pela Population Reference Bureau e pela Fundação Finker. Ao retornar ao Brasil, compareceu à X Reunião Anual da Associação Brasileira de Escolas Médicas, realizada em João Pessoa.
Nos anos de 1973 e 1974, dedicou-se à sua produção intelectual. Em 1973, publicou seu primeiro livro, Um compromisso interior; presidiu o IX Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, realizado em Fortaleza, onde apresentou cinco trabalhos (Panorama médico-sanitário do Nordeste – em mesa redonda sobre “Problemas Sócio-econômicos do Nordeste Brasileiro”, Estudo Clínico e Laboratorial de um surto de meningite virológica, Um caso de calazar com intolerância à glucantine, tratado pela anfotericina B, Observações clínicas e epidemiológicas em casos de caxumba, registrados no Hospital São José de doenças transmissíveis e agudas, e Estudo clínico e laboratorial de um surto de meningite por vírus – todos como co-autor); e apresentou o trabalho Política de Saúde, na I Jornada de Saúde Pública, realizada em Fortaleza. Já em 1974, apresentou o trabalho Rubéola na gravidez, na Sociedade Cearense de Ginecologia e Obstetrícia, e participou do X Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, realizado em Curitiba, onde apresentou três trabalhos (Cinco casos de óbitos em pacientes acometidos de varicela, Estudo clínico e laboratorial de 46 casos de meningite tuberculosa e Comprometimento articular no curso de meningite purulenta).
Assumiu pela segunda vez, no dia 15 de março de 1975, a Secretaria de Saúde do Estado do Ceará, no governo de Adauto Bezerra, permanecendo no cargo até o dia 4 de abril de 1978. Também neste ano, publicou dois livros, Sinos da Consciência e O descompasso dos tempos. Além disso, participou, como debatedor, do Painel sobre Calazar, no XI Congresso Brasileiro de Medicina Tropical, no Rio de Janeiro, compareceu à V Conferência Nacional de Saúde, em Brasília, participou do I Encontro das Secretarias de Saúde do Nordeste, em João Pessoa, e proferiu a palestra “Programas de Saúde Desenvolvidos a nível Nacional, Regional e Local no Programa Integrado de Saúde”, no Seminário de Saúde Pública, realizado em Sobral.
Seu livro Um Médico vê o Homem foi publicado em 1976, mesmo ano em que assumiu a Presidência da Cruz Vermelha Brasileira no Ceará, tendo permanecido no cargo até o ano de 1979. Neste ano, participou do XII Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical, do Congresso da Sociedade Brasileira de Parasitologia, do II Encontro Médico-Sanitário em Teresina, do I Seminário de Avaliação das Atividades da Secretaria da Saúde do Ceará, da XXX Assembléia Médica Mundial e VIII Congresso da Associação Médica Brasileira e I Congresso Médico Mundial, em São Paulo, além de ter proferido a palestra “Assistência Médica no Meio Rural”, no Ciclo de Conferências Magistrais do Centro de Estudos Almirante Custódio Martins – Hospital Superior de Guerra, Rio de Janeiro, e a palestra “O Farmacêutico na Equipe de Saúde Pública”, no I Congresso Farmacêutico do Norte-Nordeste, em Fortaleza.
Realizou uma viagem de cinco semanas ao Chile, à Colômbia, à Venezuela, à Costa Rica e ao México, em 1977, por conta de bolsa de estudos concedida pela Organização Pan Americana de Saúde, por meio do Ministério da Saúde, para observação de sistemas simplificados de saúde na zona rural dos países da América Latina, além de ter participado da VI Conferência Nacional de Saúde, em Brasília. Assumiu o cargo de Professor Adjunto (por progressão funcional) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará.
Por causa da desincompatibilização de Adauto Bezerra do cargo de Governador, para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados, em meados de 1978, seu pai, Dr. Waldemar Alcântara, assumiu o governo do Estado do Ceará e o nomeou para o cargo de Secretário para Assuntos Municipais, deixando a Secretaria de Saúde. Também neste ano ingressou na Academia Cearense de Letras, na cadeira número 26, cujo patrono é Manoel Soares da Silva Bezerra, tendo sido saudado pelo cronista Milton Dias. Além disso, realizou uma viagem à França, a convite do governo francês, para estudos de observação no Centro de Transfusão Sangüínea de Montpellier e, de volta ao Brasil, participou do I Seminário de Modernização Administrativa da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará e do I Encontro Interiorano de Ginecologia e Obstetrícia. Sem se afastar de sua vocação, proferiu as palestras “Problemas e soluções na formação de recursos humanos para o Nordeste” e “O papel da Secretaria da Saúde do Estado do Ceará”, respectivamente, na I Reunião Anual dos Diretores de Centros de Ciências da Saúde das Universidades Federais do Nordeste e na I Reunião dos Prefeitos Municipais.
Em 1979, foi nomeado Prefeito Municipal de Fortaleza pelo, então, Governador Virgílio Távora, cargo que ocuparia até 1982, sendo, na época, Presidente da República o General João Batista Figueiredo, com uma administração que seria marcada pela defesa do meio ambiente e com uma destacada preocupação social, que ele bem sintetizou em um pronunciamento:“Eu resumiria minha ação na prefeitura num duplo e prioritário objetivo: tornar Fortaleza mais humana e mais justa”. Proferiu diversas palestras ao longo do ano: “Metas e realizações educacionais da Prefeitura Municipal de Fortaleza para o período de 1979/1983”, no Teatro da Encetur; “Planejamento integrado de Saúde”, na Aula Inaugural do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Ceará; “Sistema Nacional de Saúde”, no Centro de Estudos Manoel Abreu do Hospital de Messejana – Inamps; “Desenvolvimento Urbano – diretrizes gerais para o município de Fortaleza no período 1979-1983”, na Universidade de Fortaleza; “Saúde como fator de desenvolvimento”, por ocasião do 10º Aniversário do Hospital Geral de Fortaleza; e “Política médico-assistencial em Fortaleza”, a convite do Congresso de Cooperativas Médicas.
Após a extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a conseqüente reformulação partidária, Dr. Lúcio Alcântara filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS).
Em 1980, publicou seu livro A mulher num novo tempo, e proferiu a palestra “Saúde e Velhice”, no I Ciclo de Estudos sobre a Terceira Idade. Um ano depois, continuou com seu ciclo de palestras: “Um programa de saúde para a comunidade”, “Fortaleza: uma cidade prepara seu futuro”, “Problemas e perspectivas do Nordeste e do Estado do Ceará” e “Política municipal de proteção ambiental”, respectivamente, na XVIII Reunião Anual do Centro Médico Cearense, no XV Congresso Brasileiro de Hematolgia, no CIC e na Sociedade Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Secção Ceará. Além disso, publico dois livros: A saúde da comunidade e Política municipal de proteção ao meio ambiente.
Em 1980, publicou seu livro A mulher num novo tempo, e proferiu a palestra “Saúde e Velhice”, no I Ciclo de Estudos sobre a Terceira Idade. Um ano depois, continuou com seu ciclo de palestras: “Um programa de saúde para a comunidade”, “Fortaleza: uma cidade prepara seu futuro”, “Problemas e perspectivas do Nordeste e do Estado do Ceará” e “Política municipal de proteção ambiental”, respectivamente, na XVIII Reunião Anual do Centro Médico Cearense, no XV Congresso Brasileiro de Hematolgia, no CIC e na Sociedade Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – Secção Ceará. Além disso, publico dois livros: A saúde da comunidade e Política municipal de proteção ao meio ambiente.
Como Prefeito, investiu na arquitetura urbanística de Fortaleza, criando os pólos de lazer, a drenagem do rio Pajeú e a construção de avenidas. Além disso, construiu postos de saúde e aumentou a rede de escolas públicas. Fortaleza foi a primeira cidade brasileira a iniciar o processo de valorização de seus educadores, com a criação do Grupo Magistério, que teve seu Estatuto próprio com Plano de Cargos e Carreiras, o que assegurou os direitos da categoria. Também foi uma das primeiras cidades a ter como preocupação a inclusão de Educação Ambiental no currículo escolar. Foi muito intensa a atividade cultural de sua administração, com destaque para o Projeto Luiz Assunção, que dava shows e promovia concursos musicais. Criou o Fórum Adolfo Herbster, onde representantes da sociedade discutiam as decisões sobre as prioridades na preservação ou alteração dos espaços físicos da cidade, as disponibilidades de áreas livres e a solução para a saturação dos espaços existentes devido ao crescimento desenfreado da cidade. Foi criado o COMDEMA, órgão representativo do Poder Púlico e da Sociedade Civil, com papel consultivo e assessoramento direto ao Prefeito sobre as questões do equilíbrio ecológico e o combate à poluição ambiental. Através desta participação ativa da sociedade, foram construídos o Parque Adahil Barreto, Parque da Lagoa do Opai, Parque do Alagadiço, Parque da Lagoa de Parangaba, Parque Pajeú, Bosque Presidente Geisel (com implantação do Museu do Automóvel), Pólo de Lazer do Ceará, Parque Beira Mar (etapa I e II, obra sob a direção do diretor da Emurf, Roberto Farias) e Zoológico Sargento Prata (etapa inicial). Além disso, reurbanizou o Bosque do Paço Municipal e recuperou dezenas de praças.
Em maio de 1982, passou a Prefeitura de Fortaleza ao engenheiro José Aragão e Albuquerque Júnior, com o objetivo de concorrer a uma vaga na Câmara Federal pelo PDS do Ceará, tendo sido eleito com expressiva votação nas eleições de novembro (89.532 votos – o mais votado na capital e o terceiro no Estado), assumindo sua cadeira em fevereiro de 1983. Foi Titular da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a Dívida Externa e da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, e Suplente da Comissão de Interior. Ainda neste ano, publicou Um brado na luta por uma vida melhor e Ação Parlamentar 1º Semestre. No ano seguinte, publicou mais dois livros: A questão educacional brasileira e Lúcio Alcântara, um executivo no Parlamento. Votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que preconizava o restabelecimento das eleições diretas para Presidente da República, na sessão do dia 25 de abril de 1984. Após a derrota da referida emenda, tornou-se um dos membros da dissidência do PDS, chamada Frente Liberal, que, ao lado do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), formou a Aliança Democrática, que lançou Tancredo Neves, como candidato a Presidente da República. No Colégio Eleitoral, reunido a 15 de janeiro de 1985, votou no candidato da Aliança Democrática, que derrotou o candidato governista, Paulo Maluf, mas que não chegou a tomar posse, vindo a falecer três meses depois.
Foi um dos fundadores do Partido da Frente Liberal (PFL) no Ceará e presidiu a comissão provisória do partido, tendo percorrido todos os municípios do Estado, formando diretórios. Nas eleições municipais de novembro de 1985, Lúcio Alcântara candidatou-se ao cargo de Prefeito Municipal de Fortaleza, pelo Partido da Frente Liberal (PFL), mas terminou a disputa em terceiro lugar, sendo derrotado por Paes de Andrade do PMDB e por Maria Luiza Fontenele do Partido dos Trabalhadores (PT), que venceu a eleição. Ainda este ano publicou dois livros Cem anos de liberdade 1884-1984 e Fortaleza ano 2000.
Em 1986, ocupou o cargo de Vice-Líder do PFL na Câmara dos Deputados, presidiu o Instituto Tancredo Neves, fundou o Fórum dos Partidos Políticos Democráticos Latino-Americanos e do Caribe, em Buenos Aires, e publicou Inquietações que fazem escrever e Lúcio Alcântara mostra trabalho. Nas eleições de novembro deste ano, foi eleito para seu segundo mandato de Deputado Federal, para o período legislativo de 1987 a 1991, com a maior votação do Ceará, ligado à liderança de Marco Maciel e tendo como redutos eleitorais Fortaleza, Aracoiaba, São Gonçalo do Amarante e Tamboril.
Foi empoçado na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1987, tendo participado da elaboração da Constituição Brasileira, onde foi Titular da Subcomissão do Poder Legislativo, da Comissão da Organização dos Poderes e Sistema de Governo, e Suplente da Subcomissão de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente e da Comissão da Ordem Social. Ainda neste ano, foi encerrada a primeira parte dos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte. Em 4 de dezembro, foi afastado do colégio de vice-líderes do PFL, junto com mais três parlamentares contrários à política do líder José Lourenço, do PFL da Bahia.
No dia 31 de maio de 1988, lançou junto com outros “descontentes” do PFL o Manifesto Progressista. Em junho, teve início o segundo turno das votações da Assembléia Nacional Constituinte, cujos trabalhos foram encerrados após a promulgação da mesma em 5 de outubro. Ainda neste ano publicou Ceará Forte.
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